domingo, 8 de setembro de 2013

Tambores da Terra Vermelha (Maria do Carmo Costa)

Tambores da Terra Vermelha, um livro para ser relido, imediatamente.
Lindo livro, a partir da capa.
Me incluo aqui: Aos que leram "Os Tabaréus do Sítio Saracura", "Meninos que não Queriam Ser Padres" e "Minha Querida Aracaju Afflita", em especial aos que me deram retorno. Vocês possibilitaram que eu melhorasse minha escrita (será?) e continuasse animado a publicar.
Não sei se será oportuna a minha pergunta. Sendo ou não, vou fazê-la:
Quando sairá o próximo? 
Não nos prive de saborosa leitura e de pérolas como é este livro. 
Já o li (não antes do meu marido Pedro, que se apossou dele,assim que cheguei do lançamento, e só o largou quando acabou de ler e adorou).
Dá licença que vou ler tudo outra vez. Para não perder nenhum precioso detalhe, e nem o desfecho genial e perfeito que deste a tua obra.
Amigo Saracura,você nunca se aproximou tanto dos seus leitores como o fez agora com Tambores da Terra Vermelha!
Dispensáveis são as felicitações, pois o livro fala por si só. SUCESSO amigo, e agora com licença que vou começar tudo de novo.

  • Antonio Francisco Jesus Bom-dia Maria do Carmo, bom-dia dia Mãe Gorda (o digníssimo esposo de Maria do Carmo),bom-dia à essa família digna. De que outra forma posso retribuir o bom-dia que vocês me proporcionaram com o texto acima? Quem não se emociona com um elogio a uma filha que (até então) apenas você achava bonita? Sabe como é pai coruja, né!
    Se animem, leiam também!

TAMBORES DA TERRA VERMELHA (Euclides Oliveira)

TAMBORES DA TERRA VERMELHA
(Por Euclides de Oliveira Santos – da Academia Lagartense de Letras)

Um título sugestivo para um feliz volume de histórias curtas. Antônio Francisco de Jesus, o popular Antônio Saracura, já tem três livros publicados, e alguns livrinhos de cordel. É um escritor que escreve devagar, preocupado com a qualidade. Já conquistou, com méritos exclusivamente literários, um lugar de relevo na literatura sergipana.
Neste seu novo livro, ele muda de tom. Trabalha na ficção em torno de personagens, bem estudados, tanto nas ações quanto nos sentimentos íntimos. Não foge ao compromisso de vê-los por dentro, porém de maneira impessoal, deixando ao leitor o julgamento definitivo. Predominam os contos de temas acontecidos nos recantos de Itabaiana, o litoral do agreste sergipano até a serra. Saracura desloca-se de sua temática para um território novo, mas continua a demonstrar imaginação inventiva e fina observação. Com um modo simples e linear de escrever, em algumas páginas, se entusiasma de tal maneira que seu estilo guina, se sobrepõe beirando a ênfase dos poetas condoreiros, encantando mais ainda. O texto de Saracura é limpo, com imagens bem postas, excelentemente construídas e empregadas na medida exata. Seu grande mérito neste livro, além de literário, é o de transpor para o papel, de maneira singela, particularismos dos perfilados. Os traços marcantes, próprios de suas personalidades, num achado que considero sobremaneira invulgar.

Gostei muito do livro “Tambores da Terra Vermelha”, escrito em uma linguagem simples e harmoniosa. Muitas coisas eu recordei, muitas aprendi. Voltei ao passado de minha cidade Lagarto, das benditas lembranças por conta das histórias que li no livro. Histórias garimpadas pelo coração de um homem simples, atencioso, leal, amigo, e com uma virtude especial; poetizar os textos que escreve.